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terça-feira, 14 de agosto de 2018

Sobre a depressão, a ansiedade e a compulsão - Parte 1





Nos últimos anos, têm crescido exponencialmente o número de pessoas que possuem algum quadro de depressão, ou ansiedade ou compulsão.
Antigamente, era raro ouvir falar disso, geralmente se falava quando alguém se suicidava ou surtava e então dizia-se que a pessoa estava em depressão profunda.

Em outros casos, geralmente a depressão era tratada como frescura, ansiedade como ter pressa das coisas e compulsão como falta de equilíbrio ou loucura. Não sou da área de psicologia e nem pretendo fazer deste post algo sobre as doenças, como tratar etc. De modo algum.

Mas, eu gostaria de falar um pouco sobre como, num mundo tão caótico, rápido e conturbado como os de hoje eu tenho lidado com esses três fantasmas que assolam a civilização moderna.

Como já disse, não sou médica, psicóloga ou terapeuta, e nem pretendo solucionar problemas de ninguém. Mas nos últimos tempos, tenho visto pessoas próximas que têm passado por esses problemas e o que mais vejo é que elas não conseguem enxergar uma forma clara de se libertar disso. A maioria se apoia totalmente na medicina, em medicamentos e vai vivendo assim. O discurso geralmente é o mesmo: "eu tenho o problema, e estou tomando as medidas médicas/humanas para resolver, mas é difícil, ainda continuo com o problema".

Minha intenção aqui é colocar estes problemas emocionais/psicológicos em um nível inferior ao nosso. Sim, somos seres intelectuais dotados de força mental e podemos combater esses problemas. Nossa mente é um campo de batalha e sempre, até o fim de nossa vida haverão sentimentos, pensamentos e pressões para lidarmos. Então, como viver sem de algum modo transpor isso de uma vez por todas?

Não quero dizer que não devamos buscar ajuda médica ou terapeutica. De forma alguma. Eu mesma procuro quando necessário. Mas sempre percebo que quem é meu maior apoio sou eu mesma e minha capacidade de resolucionar o que o especialista me orienta a fazer.

Depressão

Bem, o que vou escrever não é pra quem já se encontra em um estado de depressão profunda. Para isso recomendo duas coisas: buscar ajuda médica e espiritual (como cristã aconselho procurar uma igreja protestante séria mais próxima de você, ou conversar com alguém confiável que cultive um relacionamento com Deus como um pastor que você conheça, um líder de pequenos grupos, ou aquela "irmã de oração").
Falo pra você que, vez ou outra se pega com pensamentos depressivos e que, se não pará-los agora, mais cedo ou mais tarde, eles podem sim vir a se tornar mais do que ocasionais, mas permanentes.
No livro "Conexões para a Vida" de Curt Thompson, que é um psicanalista cristão, ele relata que a depressão é como se o cérebro se perdesse em um lugar de onde não consegue mais voltar.
Logo, tudo começa com o cultivo dos pensamentos e atitudes depressivas. Se sentir inferior, sentir vontade constante de estar sozinho, se sentir angustiado com frequência, triste. Nessa etapa é totalmente possível lutar contra seus pensamentos. Nossa mente é nossa alma e nós podemos dar a ela uma ordem.
O Rei Davi fez isso no Salmos 42, onde diz "por que está aflita, ó minha alma? Tenha esperança em Deus, pois ainda irei louvá-lo". Aqui vemos um exemplo de um homem que, num momento de profunda angústia, traz à memoria as boas lembranças, as conquistas e a fé em Deus, ordenando a si mesmo que se aquiete e se acalme.
No início parece difícil, mas é como qualquer novo hábito a ser adquirido, como treinar na academia. Quanto mais você insiste em treinar mais fácil os exercícios se tornam, gradualmente. Do mesmo modo, quanto mais você treinar a sua mente para dizer não aos maus pensamentos, mais ela aprenderá o caminho para pensar no que é bom, para clarear as idéias.
Na maioria das vezes, os problemas não são tão grandes assim. Tá, você pode me listar um monte de  traumas, problemas, situações ruins que você possa ter passado e me dizer "Olhe só para a minha vida! É muito triste e miserável!" ou "Eu nunca tenho sucesso em nada", etc..
Mas ainda assim, quando você se der conta de que estar vivo é muito bom, de que a graça de respirar é mesmo um presente (sendo redundante, sorry), ainda que pareça clichê, você notará que é muito forte e pode superar qualquer coisa!

Você e eu não fomos criados para choramingar pelos cantos, viver de falsos ou nenhum sorriso. Somos criação de um Deus apaixonado, criativo e proposital! Sim, há propósito em tudo o que ele criou e, no início, após ter criado tudo ele mesmo disse "Ficou muito bom!".
Infelizmente o ser humano se deteriorou quando desobedeceu ao Criador e então hoje andamos como indigentes, sem ter a menor noção de quem somos.
Logo, pensamentos como "ninguém te ama", "ninguém se importa de verdade com você" se apossam facilmente de nossas mentes.
Mas ele nos deu um intelecto semelhante ao dele capaz de vencer essa luta interior e dizer "sim, eu sou amada e sou importante"!
Quando você abrir os olhos para tudo o que está diante de você e adiante (não em seu passado de dor, fracasso, rejeição, tristeza ou até mesmo monotonia), verá como é simples viver essa verdade e dominar os maus pensamentos.

Dicas para expulsar as sementinhas do mal:

1. Consuma bons conteúdos

Somos corpo, alma e espírito. Nossa mente, como já disse, é nossa alma (segundo a teologia cristã, somos seres triunos, assim como nosso Criador). Logo, assim como alimentamos nosso corpo com comida e nosso espírito com a oração, por exemplo, é preciso alimentar nossa alma com boas coisas.
Se afaste de coisas que te remetam a lembranças ruins. Se isso está muito difícil, procure um psicólogo que possa te ajudar a vencer esses traumas e dores, e assim aos poucos sua mente dará espaço para viver novas e belas experiências que estão à sua espera.
Leia bons livros que falem de coisas boas, estimulem o cérebro e o bom humor. Assista bons filmes, nada de coisas de conteúdo baixo ou muito violento. Há filmes que falam diretamente ao nosso ser e nos despertam a refletir sobre a vida de maneira construtiva, como "A procura da felicidade", "O Rei do Show", "7 Minutos Depois da Meia-Noite", "De repente 30", "Larry Cronwe - O amor está de volta" entre outros dramas legais. Mas você pode ir em outros de sua preferencia que te ponham pra cima e mostrem perspectivas de superação.
O mesmo para músicas. Dá um tempo naquela playlist de sofrência, por favor!

2. Pratique algum hobby e/ou esporte

Você estará cuidando do corpo, no caso do esporte, mas também da alma, pois ocupa a mente e libera substâncias que combatem quimicamente aquele "bad mood" e faz você se sentir mais valente e preparado para os desafios da vida.
No caso do hobby, geralmente, por ser algo que gostamos muito, nos desperta também boas sensações e até mesmo boas lembranças. Não exite em experimentar algo novo também!
Um bom modo de aproveitar o tempo só, se for o teu caso. Dependendo do esporte/hobby, uma boa oportunidade de fazer novas amizades!

3. Como citei no 2, ocupar a mente.

Ocupar a mente é essencial! Quem sabe não é a hora de começar aquele curso tão adiado, fazer aquela viagem, ler ou escrever aquele livro. Procure algum amigo/a que não veja há muito tempo que esteja disponível para um simples café. Se curte redes sociais, procure seguir paginas e pessoas que publiquem conteúdos que sejam favoráveis a esse tempo de "desfossa". Pessoas que postem reflexões bíblicas, ou videos de auto-ajuda por exemplo. O youtube está recheado de gente boa falando coisa agradável. Ah, vale também aquela página de memes humorísticos, afinal, rir é o melhor remédio, não é mesmo?

!!! Cuidado sempre para não cair na compulsão nem na ansiedade nas dicas 2 e 3. Sobre esses dois falarei nos próximos posts.


Dica final:

Indico o livro Pensamentos Poderosos - Joyce Meyer

E LEMBRE!! 
Tá difícil demais de vencer sozinho?
Procure ajuda de um profissional! Busque a Jesus!


Espero que tenham curtido e possa ter te ajudado a enxergar que há sempre um jeito de sorrir de novo!
Até mais!!

Curtam ... Aquelaqueescreve
Sigam... @aquelaqueescreve

byPIU

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Seis Meses Depois

Fazem seis meses que me aventurei na viagem do intercâmbio. Sim, irei falar novamente sobre isso.
Assim que cheguei, escrevi sobre. Foi um texto eufórico e extasiado.
Link pra a postagem aqui.
Depois, passei por um mês tenso onde lidar com as realidades do meu dia-a-dia era tão difícil. As comparações infindas do mundo de lá com o mundo de cá me faziam ficar depressiva e imersa no desejo de voltar.

Mas, depois, finalmente eu me recuperei e finquei novamente meus pés no chão.
Porém, a cada mês, a cada dia, percebo em mim mudanças que eu tenho atribuído à experiência da viagem. Pois intercâmbio só entende quem o faz.



Uma coisa é viajar pra "turistar", pra conhecer novos lugares ou fazer compras somente. Outra coisa é estar mais de 15 dias (no meu caso 28) mergulhada numa outra cultura, estabelecendo hábitos diários simples como acordar às 5 da manhã pra estudar com o dia claro, tomar chá preto com leite, tomar banho em pé numa banheira em dez minutos ou se vestir rapidinho pra não perder o ônibus pontualíssimo. Por 28 dias eu desfrutei de uma rotina, que na primeira semana parecia de outro mundo, mas na segunda já era algo corriqueiro.

Ir ao mercado e comprar seu almoço por duas libras, ou fazer um lanche por apenas uma. Ir a praia e pegar um vento impetuosamente forte todos os dias e ver as pessoas entrarem de roupa na água fria.
Conhecer toda semana gente nova, de uma nacionalidade diferente, ter que superar seus limites linguísticos, sua percepção fonética, ou problemas de sociabilidade.

Conheci pessoas que estiveram fora de seu país natal por três, seis, até doze meses. Imagino como não foi impactante para elas.
Mas eu realmente acho que para quem é de hemisfério diferente, no meu caso, território latino-americano, com economia e culturas estratosfericamente distintas, o impacto é muito maior.
Mas sobre isso acho que eu já falei também...rs

O que tenho sentido é que de fato a cabeça muda, a lente com a qual olhamos o mundo muda, mas isso não é imediato, assim que retorna, é gradativo e progressivo.

Seis meses depois, do que mais sinto falta é de poder falar sobre o assunto com quem realmente quer ouvir! Na verdade, são bem raras as pessoas que realmente QUEREM te ouvir. Elas querem estar com você, conversar sobre as coisas que são importantes e relevantes pra elas, mas quando é sobre seus assuntos, raros são os que param, te enxergam, te ouvem.
A vida corrida parece que impede as pessoas de terem real empatia. As vezes a gente não quer presente, elogio, curtida na rede social... Na maioria das vezes a gente só quer ser ouvido, ter a atenção do outro dispensada pra si por alguns instantes.

Mas O.K.. Com isso eu já aprendi a lidar desde a mais tenra idade. Mas quando se trata de experiências desse tipo, fica pior pois só quem passou pelo mesmo é que poderá te ouvir de fato. Por que é muito provável que essa pessoa também sinta a mesma necessidade que você, de falar sobre a besteira mais simples que você vivenciou lá. Trocar figurinha.

Outro ponto interessante que após seis meses eu percebo, é como algumas coisas se tornaram fúteis. Como por exemplo, a busca desenfreada pelo corpo magro, pelo cabelo perfeito ou pela aprovação dos outros. Não sei se é só comigo mas quando vejo a galera suando dentro de uma academia me dá arrepios, sendo que tempos atrás era tudo o que eu queria.

Parecemos as vezes seres robotizados e programados para vivermos num mesmo modelo: trabalhar, estudar, comer fit, ser fitness, tirar selfie na academia, na corrida, na trilha... Eita.. lindo tudo isso, mas até o ponto em que você saiba exatamente "por quê" está fazendo essas coisas.
Estar sempre ocupado é bom até o ponto em que se há um bom propósito nisso. As vezes o lazer é visto como algo que não merecemos ou não deveríamos fazer. Sobre isso já escrevi aqui também, a importância de não se fazer nada. Link aqui.

Por fim, outra coisa que após seis meses percebo em mim, e isso é talvez a mais importante de todas, é o deixar de sentir medo do medo. Quero dizer, deixar de dar confiança pros medos da vida. Ser cautelosa mas encarar os desafios. Coisas que antes me faziam tremer agora eu respiro fundo e ataco. Parece que minha personalidade está se estabelecendo da maneira que sempre lhe foi devida, mas que antes, por tantos medos e inseguranças, era deixada de lado. Os medos existem, mas são inferiorizados.

Acredito que esse é um dos maiores ganhos que se tem quando se faz um intercâmbio ou se vence qualquer barreira na vida que antes parecia intransponível. Você pode! Eu posso!
Deus na frente sempre que os sonhos se tornam reais e os medos se emudecem.

Seis meses depois, eu me sinto nova, apesar de vez ou outra aquela deprê do choque de realidade, da saudade fazer a gente dar aquele suspiro fundo. Mas a gente sabe que agora, empecilho nenhum será capaz de nos limitar. Tudo é combustível pra correr mais longe!

Deixo para meditação Isaías 40, pra lembrar que a gente pode ter nossa força renovada Naquele que tudo pode e voar alto sempre!

byPIU
Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento.Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços certamente cairão;Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.
Isaías 40:28-31

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Sobre a Música

Estou agora ouvindo uma banda que eu gosto muito, Switchfoot. Fico viajando na melodia e por vezes sinto me transportar pra outro lugar longe de tudo.



Eu sempre fui muito exigente com a música, muitas vezes taxada como preconceituosa. Mas a verdade é que eu não simplesmente ouço a música, eu sinto, eu respiro e deixo que ela penetre a alma. Se a música não for boa, como deixar ela ocupar todo esse espaço em mim? Será apenas um bla bla bla.

Claro que há a questão do gosto, que cada um tem o seu. Mas existem aquelas músicas que, independente do ritmo, você sente algo além quando ouve. Aquelas canções inesquecíveis que fazem sucesso não somente porque têm a "formula mágica" pra grudar nos ouvidos mas porque são de fato marcantes.

Há músicas que te fazem lembrar da infância, do amor vivido ou não vivido, de dores sofridas, de dores superadas. Há músicas que até mesmo são capazes te fazer superar um momento. Uma música pode te pôr pra cima, te fazer lembrar que a vida continua, te renovar a esperança.
Tem aquela música que te poe na realidade, te faz refletir, pôr o pé no chão. Tem música que te faz lembrar da família, das suas raízes. Outras, te remetem a um futuro que você nem mesmo viveu, mas através das notas você consegue se transportar pra lá de maneira quase palpável. O mesmo pode ocorrer com o passado. A música pode te fazer chorar de tristeza, e de alegria. Pode te fazer dançar sozinho ou te fazer ficar parado olhando pro nada.


Tenho certeza que cantar, tocar, escrever e dançar, talentos relacionados à música, são dons que vêm do céu, pois podem cumprir propósitos sobrenaturais.

Claro, tem aquelas músicas que simplesmente nos fazem curtir, mas até nisso elas podem mudar nosso humor num momento de stress e nos fazer respirar fundo e pôr a bola pra frente.



Que a gente observe mais o que a gente ouve, numa época em que tanta coisa estranha é chamada de música. Tenho por mim que a música está para nossa alma assim como como o alimento está para o corpo. Se for saudável, vai te fazer sentir bem e te dar saúde. Se não for de qualidade, pode até te divertir de momento, mas será poluição para seu interior (tipo aquele big mac, sabe?)
Como cristã, acredito também no poder espiritual da música. Mais um cuidado que temos que ter. Há músicas muito boas tecnicamente falando, mas podem te deixar depressivo, por exemplo. Outras, podem ser literalmente a voz de Deus falando com você.

São tantas músicas boas e inesquecíveis... independente do estilo que você curta, imagino que sente algo ao ouvir as tais...

Posso citar algumas e acredito que você irá concordar comigo:

"Viva la Vida" - Coldplay
"Take my breathe away" - Top Gun / Berlin
"My heart will go on" - Titanic / Celine Dion
"Just the way you are" - Bruno Mars
"What a Wonderful World" - Loius Armstrong
"Shout to the Lord" - Darlene Zscherch
"Preciso de Ti" - Ana Paula Valadão
"Com muito louvor" - Cassiane
"Ao Deus da minha Salvação" - Aline Barros
"With or Wihtout You" - U2
"We are the world" - Lionel Richie / Michael Jackson
"Endless Love" - Lionel Richie
"We are the champions" - Queen
"Oceans" - Hillsong
"Fico assim sem você" - Claudinho e Bochecha
"Aquarela" - Toquinho
"Sublime" - Leonardo Gonçalves
"Via Dolorosa" - Sandi Patty
"Mão do Mestre" - Cristina Mel
"Deus do Impossível" - Alda Célia
"Não me deixe te deixar" - Novo Som
"Águas de Março" - Tom Jobim
"My Place in This World" - Michael W. Smith
"Bridge over trobled waters" - Elvis Presley
"Dare You To Move" - Switchfoot
"Think out Loud" - Ed Sheeran
"Espinhos" - Logos
"How Great Thou Art" - hino tradicional cristão
"Aleluia de Handel" - Handel
"I wont give up" - Jason Mars
"Hosana" - Brooke Fraser / Hillsong



Dentre tantas outras... (Claro que meu gosto interferiu em algumas dessas sugestões.. :D). Se não conhece alguma, sugiro jogar no Google e ouvir.
E você? Qual música pra você é inesquecível e te faz sentir algo além do normal quando escuta.



byPIU