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terça-feira, 1 de janeiro de 2019
Sobre a depressão, a ansiedade e a compulsão - Parte 2
ANSIEDADE
Não poderia ter dia melhor para escrever a segunda parte dessa série sobre Depressão, Ansiedade e Compulsão, e falarmos sobre o segundo tópico da lista.
Sim, vamos falar da ANSIEDADE, que logo no primeiro dia do ano vem bater à nossa porta com toda a violência que lhe é característica.
O quê fazer no próximo ano? O quê devo pensar, planejar? Quais ciclos devo encerrar e quais devo iniciar? E logo começam os demais pensamentos mais nocivos: "Estou confuso!", "Estou com medo!", " E se não der certo?", "Não quero errar de novo", e por aí vai.
A ansiedade, por si só, não é algo ruim. Sempre achei que eu tinha isso como algo bom em mim, pois me faz correr atrás do que eu quero, me faz tomar atitude e não ficar prostrada, me faz arriscar quando necessário. O problema é quando ela começa a virar um mal, uma dor, uma asfixia.
Asfixia. Se você é ansioso concordará comigo que essa palavra define bem a ansiedade quando entra no estágio não saudável.
É como se todos os temores, desejos, anseios, medos, sonhos, planos se tornassem uma avalanche de desespero. Angústia, inquietação e até inércia começam a assumir o controle e para irmos para a compulsão e a depressão, dos quais essa série também trata (leia sobre depressão aqui), é uma questão de tempo.
Hoje, o que mais ouvimos falar são de patologias e problemas físicos que são resultado de má gerência da ansiedade. E eu, mais uma vez quero usar este blog para tentar te ajudar nisso. Assim como falei no post sobre depressão, não sou médica, nem terapeuta, nem psicóloga nem nada. Não pretendo indicar tratamento e muito menos substituir sua consulta ao psicólogo.
Minha intenção aqui é apenas compartilhar como eu venci (ou tenho vencido) a ansiedade e assim, quem sabe, te ser útil, amigo leitor.
Vamos então listar alguns pontos para vencer a ansiedade, conforme minha experiência.
1. Identificar, entender e aceitar.
Antes de tentar resolver qualquer problema, você precisa identificá-lo. Como posso tentar solucionar algo que nem sei ou acredito que tenho? No meu caso, sempre achei que a ansiedade era algo comum a todos, apenas uma pressa, vontade exacerbada, coisa que poderia passar com o tempo. Como cristã, sempre li textos bíblicos a respeito da ansiedade e diversas canções que admoestam a não sermos ansiosos. Mas eu era mesmo quando achava que estava calma.
Após uma fase difícil que atravessei, de mudanças e pressões, já amadurecida, percebi que muitas coisas que eu sentia não eram normais. Comecei a me auto-avaliar e me dei conta que, ao longo de toda a minha existência, sempre fui extremamente ansiosa e manifestava isso de diversas maneiras, ainda que inconscientemente. Entra aí a fase de entender para então aceitar.
Na escrita - sempre escrevi rápido. Tão rápido que comia as letras. Sempre fui aquela aluna que os professores do primário indicavam caderno de caligrafia pois escrevia com garranchos. Me recordo de ter lições em caderno de caligrafia até a quarta série (hoje quinto ano do ensino fundamental). Ninguém mais usa caderno de caligrafia nessa etapa, mas eu sim. E que chato era pra mim ter que escrever devagar, pensando em cada forma de letra. Então eu dormia e deixava para minha irmã fazer (confesso meu pecado), pois ela sempre gostou disso (não é a toa que depois veio a ser professora).
Também tenho a lembrança de minha mãe ter sido chamada pela professora para alertar sobre um possível problema oftalmológico que eu pudesse ter, porque eu escrevia as palavras faltando letras. Mas, assim como hoje, eu sempre enxerguei muito bem. O problema estava na ansiedade, na falta de paciência de ter que escrever palavra por palavra. Sempre amei escrever, mas se eu pudesse transferir as palavras diretamente da minha mente para o papel sem ter que esforçar meus dedinhos inquietos seria magnífico!
Resultado - hoje ainda escrevo com garranchos, adaptei cada letra do alfabeto que eu não achava legal de como diziam que eu "deveria" escrever para uma nova forma que eu acho melhor e mais bonita. Ainda as como, mesmo que seja em teclados digitais (celular, notebook). Como fiz pra melhorar isso? Tento reler o que escrevo, mas não é muito fácil.
Na fala - sempre falei rápido. Tão rápido que ninguém entendia. Uma vez comecei a me consultar com uma fonoaudióloga e ela me disse que meus pensamentos eram mais rápidos que minha língua e que eu não respirava pra falar, logo engolia o som sem perceber. Ironicamente, sempre gostei de apresentações em público e sempre me saí muito bem com minha oratória. No entanto, em uma conversa normal, as pessoas geralmente me interrompiam pra dizer que não estavam entendendo ou pra repetir o que eu disse. Outras fingiam entender e faziam cara de paisagem talvez tentando ser educadas (não faça isso!). Hoje eu melhorei muitíssimo e isso se dá porque consigo perceber quando falo pra dentro ou em velocidade além da compreensão humana. As poucas consultas da fono me ajudaram a perceber isso, exercícios de respiração e, mais recentemente, ter tido a experiencia do intercambio linguístico onde precisei falar inglês o tempo todo, o que requeria de mim falar mais pausadamente, pensando no que eu iria falar e articulando as palavras. Tudo o que eu não faço em minha língua nativa, mas que acabei transferindo para a prática diária inconscientemente.
No corpo - sempre andei rápido. Tão rápido que vivia a cair e tropeçar. Também suo horrores. E quando não estou andando, estou sempre me sacudindo. Mexendo as pernas, os pés, o quadril ou o corpo todo. As vezes estou sentada e, caso não haja encosto, fico levando o tronco pra frente e pra trás feito um lunático no manicômio. Mas eu não sou lunática (eu acho), é apenas ansiedade sendo extravasada pelo meu corpo. Melhoro muito isso com atividade física. Percebo que quando corro, ou caminho vigorosamente, consigo ficar sentada simplesmente parada, sem mexer nenhum membro do corpo e isso é fantástico! Prática de exercícios como ioga e pilates ajudam muito para que o corpo consiga se manter em calma quando necessário.
Após identificar e entender, finalmente aceitei que era uma pessoa ansiosa quando um belo dia, ajoelhada em meu leito para oração, senti todo o meu corpo tremer. Assim, do nada. Tremer tudo, todas as partes do meu corpo, sem parar. Lembrei que quando tinha por volta de onze a doze anos tinha vivido episódios semelhantes que foram apaziguados pelas orações da minha mãe. Me dei conta que aquilo era a ansiedade deixando de ser um sentimento para ser uma doença. Minhas ânsias estavam escapulindo, transbordando pelos meus poros e aquilo não poderia ser algo normal. Então, algo precisava ser feito.
2. Mostre a ansiedade quem é que manda
Assim como abordei na questão da depressão, é preciso lutar contra a ansiedade inciando-se com sua própria vontade de vencê-la. Sempre que perceber que o desejo virou angústia e os sonhos obsessão, é hora de parar tudo e cuidar da mente. Aceite que nem tudo ( ou quase nada) está sob teu controle. Nem sempre você tem que resolver as coisas do teu jeito ou agir para solucionar problemas. Nem sempre correr atrás é saudável e ficar pensando o tempo todo em algo é normal somente até o ponto que não te impeça de pensar e fazer outras coisas. Há situações que não podemos mudar, apressar ou fazer acontecer e, ainda que as mídias, a sociedade e as pessoas te digam "FAÇA", "NÃO PERCA TEMPO", você precisa saber a hora de ficar parado, quieto, respirando fundo e refletindo.
Um dos primeiros passos para vencer a ansiedade é parar de se cobrar tanto por tudo, entender seu tempo e aceitar suas incapacidades e limitações. Não estou falando de complexo de inferioridade ou ser pessimista achando que nada vai dar certo, mas de aceitar que nem sempre se vence e que todos nós falhamos ou temos degraus a serem subidos, dia a pós dia.
3. As pessoas não têm culpa de você ser ansioso
Ninguém é obrigado a ser como você quer, a fazer o que você quer do jeito que você quer e na hora que você quer. As pessoas são como enormes engrenagens que, apesar de precisar umas das outras para girar, giram em velocidades diferentes, conforme seu propósito. Também, nem sempre se deve resolver aquele assunto naquele momento. Respire, tente entender o lado do outro, reflita sobre a real relevância da situação e se vale a pena falar ou se você estará simplesmente despejando toda a sua ansiedade nos ombros da outra pessoa. Ansiedade destrói relacionamentos.
4. Você não têm culpa de ser ansioso
Por outro lado, você também não pode ficar se martirizando o tempo todo por uma palavra não dita, uma atitude precitada, uma decisão mal tomada. Isso sim é normal e faz parte da vida. Todos erram o tempo todo. O que não é normal é não recolher um aprendizado com o erro e não se perceber como uma vítima de um transtorno que precisa ser tratado. Busque ajuda, faça um oração, desfoque e siga em frente.
5. Sim, você precisa de ajuda
Assim como a fonoaudióloga me ajudou a detectar meu problema na fala, o psicólogo ou psiquiatra pode te ajudar a diagnosticar os problemas causados pela ansiedade e te ajudar a tratá-los. Quando a ansiedade perdura e não passa com um simples exercício de meditação, é hora de apertar o alerta vermelho e buscar apoio profissional.
6. Um dia de cada vez, um leão por dia
Em Deus, tenho vencido e melhorado cada dia mais. Tenho conseguido controlar a ansiedade e não me deixar ser dominada por ela. Mas é uma guerra a ser ganha diariamente, cultivando bons hábitos, negando sofismas mentais e declarando palavras de fé e cura para minha alma. A Bíblia nos recomenda a lançar sobre Cristo toda a nossa ansiedade porque Ele tem cuidado de nós. Isso é tão profundo! Pegar todo esse peso, essa pressão, essa angústia que nos sufoca e dói e render aos seus pés, lançar a carga em seus ombros. Ele tem cuidado de tudo. No ano que se passou Ele me falou muito sobre entrega. Muitas foram as vezes em que disse em uma oração da noite que estava o entregando meus problemas e logo na manhã seguinte estava nervosa a respeito, pensando em que atitude tomar para sanar. Mas entregar é entregar! É tirar das suas mãos e colocar nas dele para que Ele faça TODO o trabalho e não apenas uma parte.
E ele fará do jeito dele. E é nesse B-A-BA que Deus tem me ensinado o verdadeiro significado de confiar, esperar com paciência. Confiar que a ação dele é melhor que a nossa, que os nãos dele são os sims para uma vida melhor e que nada nem ninguém pode roubar nossa paz.
Não existe nada melhor do que deitar e dormir tranquilo sabendo que tem alguém cuidando para que tudo corra bem no seu amanhã.
Aceite que você é ansioso mas não aceite que a ansiedade te vença! Repudie pensamentos que lhe deixem inquieto. Planeje, sonhe, faça, crie! Mas sem atropelar o tempo, as pessoas e as fases.
Largue a mão do controle e deixe a vida acontecer com Deus.
Espero que isso aqui te ajude.
Se quiser, há alguns outros posts sobre ansiedade. Seguem os links:
ANSIEDADE
NÓS, OS ANSIOSOS
ME ENSINE
AS CHUVAS DO OUTONO E DA PRIMAVERA
Também alguns links de outros sites que falam sobre doenças causadas pela ansiedade:
O pior de todos os males
Vídeo legal do Augusto Cury
by PIU
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segunda-feira, 4 de junho de 2018
Ele está contando tudo
Pode até parecer as vezes que algumas coisas estão fora do controle. Talvez de fato estejam, mas do nosso, não de Deus.
São tantas fases, estações, e as vezes me pego percorrendo tudo que já vivi, cada história, cada momento.
Alguns marcaram tanto que pareciam que jamais iriam deixar de serem vividos dentro de mim. Certas situações pareciam que iam fazer parte de mim para o resto da vida.
Mas não. Elas de fato me ajudaram a ser quem eu sou. Na verdade, Deus fez e faz toda situação contribuir para o meu crescimento.
Mas não podemos viver no passado, ou basear nossas expectativas e sonhos do futuro nas coisas que já aconteceram. Há sempre algo novo para se viver. Há sempre um renovo.
Tudo o que passou está sendo contado, registrado e computado no céu. Nada se perde aos Seus olhos. Ele observa, perscruta, escuta cada oração. A gente até esquece, mas Ele não.
E a questão toda é que, quando perdemos o controle, quando a circunstancias não ajudam em nada, temos a tendencia a querer dar um jeito.
A gente sempre acha que é com a gente que está a bola, que somos nós que devemos prover a solução. Por mais que digamos ter fé, queremos fazer algo a respeito da situação, como se isso de fato ajudasse ou nos fizesse sentir melhor.
Porém não há absolutamente nada melhor a fazer do que simplesmente descansar e acreditar, nas mais improváveis promessas de Deus. Sempre valerá a pena entregar e deixar.
Sim, entregar e seguir no amor, na paz, na alegria.Pode ser que te achem meio bobo por acreditar tanto, achem que você não entende da vida ou que vive em outra realidade.
De fato, quando entendemos o que é andar por fé, a realidade é outra. Há uma chama diferente no coração. Há uma luz intensa nos olhos. Há uma paixão por algo maior que nos move pra além das necessidades terrenas.
É belo. É forte. É intenso.
Como quem sonha, a gente segue cantando, "e Deus nos abraçando"... (parafraseando o @palavrantiga). Meio que parecendo mesmo tolos, mas na verdade, caminhando na sabedoria, a tão valiosa sabedoria que louva a quem a encontra! Que faz a gente passar de nível, passar de fase e, finalmente, viver o tempo aceitável, agradável, pleno e perfeito do Senhor!
Quem faz acontecer não é você. Por outro lado, não se culpe se tens andado errante até aqui, se tens sido dominado pela ansiedade e seu foco tem sido as necessidades. Há sempre uma nova chance de fazer certo e dar certo.
Segue com fé. E vamos viver a nova estação, o novo tempo. O que passou, passou.
Eu não sei você, mas eu já não sou mais a mesma. Então pra quê ainda viver no mesmo, se o ontem é preparo pro hoje, o amanhã maior ainda será.
Valentes parecem loucos. Sonhadores parecem tolos. E os que esperam em Deus, os que semeiam sementes chorando, percorrendo um caminho longo entre lágrimas, ah, parecem abandonados, esquecidos, estéreis e sem esperança.
Não te contaram que são estes os que voltarão com alegria, pelo mesmo caminho, cantando trazendo em suas mãos, em seus ombros e cestos, tudo o que colheu! É só aguardar o passar das estações, o passar das fases, o tempo da colheita chegar.
Lembre-se: Ele está contando tudo. Tudo está, não friamente, mas amorosamente calculado.
byPIU
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
Seis Meses Depois
Fazem seis meses que me aventurei na viagem do intercâmbio. Sim, irei falar novamente sobre isso.
Assim que cheguei, escrevi sobre. Foi um texto eufórico e extasiado.
Link pra a postagem aqui.
Depois, passei por um mês tenso onde lidar com as realidades do meu dia-a-dia era tão difícil. As comparações infindas do mundo de lá com o mundo de cá me faziam ficar depressiva e imersa no desejo de voltar.
Mas, depois, finalmente eu me recuperei e finquei novamente meus pés no chão.
Porém, a cada mês, a cada dia, percebo em mim mudanças que eu tenho atribuído à experiência da viagem. Pois intercâmbio só entende quem o faz.
Uma coisa é viajar pra "turistar", pra conhecer novos lugares ou fazer compras somente. Outra coisa é estar mais de 15 dias (no meu caso 28) mergulhada numa outra cultura, estabelecendo hábitos diários simples como acordar às 5 da manhã pra estudar com o dia claro, tomar chá preto com leite, tomar banho em pé numa banheira em dez minutos ou se vestir rapidinho pra não perder o ônibus pontualíssimo. Por 28 dias eu desfrutei de uma rotina, que na primeira semana parecia de outro mundo, mas na segunda já era algo corriqueiro.
Ir ao mercado e comprar seu almoço por duas libras, ou fazer um lanche por apenas uma. Ir a praia e pegar um vento impetuosamente forte todos os dias e ver as pessoas entrarem de roupa na água fria.
Conhecer toda semana gente nova, de uma nacionalidade diferente, ter que superar seus limites linguísticos, sua percepção fonética, ou problemas de sociabilidade.
Conheci pessoas que estiveram fora de seu país natal por três, seis, até doze meses. Imagino como não foi impactante para elas.
Mas eu realmente acho que para quem é de hemisfério diferente, no meu caso, território latino-americano, com economia e culturas estratosfericamente distintas, o impacto é muito maior.
Mas sobre isso acho que eu já falei também...rs
O que tenho sentido é que de fato a cabeça muda, a lente com a qual olhamos o mundo muda, mas isso não é imediato, assim que retorna, é gradativo e progressivo.
Seis meses depois, do que mais sinto falta é de poder falar sobre o assunto com quem realmente quer ouvir! Na verdade, são bem raras as pessoas que realmente QUEREM te ouvir. Elas querem estar com você, conversar sobre as coisas que são importantes e relevantes pra elas, mas quando é sobre seus assuntos, raros são os que param, te enxergam, te ouvem.
A vida corrida parece que impede as pessoas de terem real empatia. As vezes a gente não quer presente, elogio, curtida na rede social... Na maioria das vezes a gente só quer ser ouvido, ter a atenção do outro dispensada pra si por alguns instantes.
Mas O.K.. Com isso eu já aprendi a lidar desde a mais tenra idade. Mas quando se trata de experiências desse tipo, fica pior pois só quem passou pelo mesmo é que poderá te ouvir de fato. Por que é muito provável que essa pessoa também sinta a mesma necessidade que você, de falar sobre a besteira mais simples que você vivenciou lá. Trocar figurinha.
Outro ponto interessante que após seis meses eu percebo, é como algumas coisas se tornaram fúteis. Como por exemplo, a busca desenfreada pelo corpo magro, pelo cabelo perfeito ou pela aprovação dos outros. Não sei se é só comigo mas quando vejo a galera suando dentro de uma academia me dá arrepios, sendo que tempos atrás era tudo o que eu queria.
Parecemos as vezes seres robotizados e programados para vivermos num mesmo modelo: trabalhar, estudar, comer fit, ser fitness, tirar selfie na academia, na corrida, na trilha... Eita.. lindo tudo isso, mas até o ponto em que você saiba exatamente "por quê" está fazendo essas coisas.
Estar sempre ocupado é bom até o ponto em que se há um bom propósito nisso. As vezes o lazer é visto como algo que não merecemos ou não deveríamos fazer. Sobre isso já escrevi aqui também, a importância de não se fazer nada. Link aqui.
Por fim, outra coisa que após seis meses percebo em mim, e isso é talvez a mais importante de todas, é o deixar de sentir medo do medo. Quero dizer, deixar de dar confiança pros medos da vida. Ser cautelosa mas encarar os desafios. Coisas que antes me faziam tremer agora eu respiro fundo e ataco. Parece que minha personalidade está se estabelecendo da maneira que sempre lhe foi devida, mas que antes, por tantos medos e inseguranças, era deixada de lado. Os medos existem, mas são inferiorizados.
Acredito que esse é um dos maiores ganhos que se tem quando se faz um intercâmbio ou se vence qualquer barreira na vida que antes parecia intransponível. Você pode! Eu posso!
Deus na frente sempre que os sonhos se tornam reais e os medos se emudecem.
Seis meses depois, eu me sinto nova, apesar de vez ou outra aquela deprê do choque de realidade, da saudade fazer a gente dar aquele suspiro fundo. Mas a gente sabe que agora, empecilho nenhum será capaz de nos limitar. Tudo é combustível pra correr mais longe!
Deixo para meditação Isaías 40, pra lembrar que a gente pode ter nossa força renovada Naquele que tudo pode e voar alto sempre!
byPIU
Assim que cheguei, escrevi sobre. Foi um texto eufórico e extasiado.
Link pra a postagem aqui.
Depois, passei por um mês tenso onde lidar com as realidades do meu dia-a-dia era tão difícil. As comparações infindas do mundo de lá com o mundo de cá me faziam ficar depressiva e imersa no desejo de voltar.
Mas, depois, finalmente eu me recuperei e finquei novamente meus pés no chão.
Porém, a cada mês, a cada dia, percebo em mim mudanças que eu tenho atribuído à experiência da viagem. Pois intercâmbio só entende quem o faz.
Uma coisa é viajar pra "turistar", pra conhecer novos lugares ou fazer compras somente. Outra coisa é estar mais de 15 dias (no meu caso 28) mergulhada numa outra cultura, estabelecendo hábitos diários simples como acordar às 5 da manhã pra estudar com o dia claro, tomar chá preto com leite, tomar banho em pé numa banheira em dez minutos ou se vestir rapidinho pra não perder o ônibus pontualíssimo. Por 28 dias eu desfrutei de uma rotina, que na primeira semana parecia de outro mundo, mas na segunda já era algo corriqueiro.
Ir ao mercado e comprar seu almoço por duas libras, ou fazer um lanche por apenas uma. Ir a praia e pegar um vento impetuosamente forte todos os dias e ver as pessoas entrarem de roupa na água fria.
Conhecer toda semana gente nova, de uma nacionalidade diferente, ter que superar seus limites linguísticos, sua percepção fonética, ou problemas de sociabilidade.
Conheci pessoas que estiveram fora de seu país natal por três, seis, até doze meses. Imagino como não foi impactante para elas.
Mas eu realmente acho que para quem é de hemisfério diferente, no meu caso, território latino-americano, com economia e culturas estratosfericamente distintas, o impacto é muito maior.
Mas sobre isso acho que eu já falei também...rs
O que tenho sentido é que de fato a cabeça muda, a lente com a qual olhamos o mundo muda, mas isso não é imediato, assim que retorna, é gradativo e progressivo.
Seis meses depois, do que mais sinto falta é de poder falar sobre o assunto com quem realmente quer ouvir! Na verdade, são bem raras as pessoas que realmente QUEREM te ouvir. Elas querem estar com você, conversar sobre as coisas que são importantes e relevantes pra elas, mas quando é sobre seus assuntos, raros são os que param, te enxergam, te ouvem.
A vida corrida parece que impede as pessoas de terem real empatia. As vezes a gente não quer presente, elogio, curtida na rede social... Na maioria das vezes a gente só quer ser ouvido, ter a atenção do outro dispensada pra si por alguns instantes.
Mas O.K.. Com isso eu já aprendi a lidar desde a mais tenra idade. Mas quando se trata de experiências desse tipo, fica pior pois só quem passou pelo mesmo é que poderá te ouvir de fato. Por que é muito provável que essa pessoa também sinta a mesma necessidade que você, de falar sobre a besteira mais simples que você vivenciou lá. Trocar figurinha.
Outro ponto interessante que após seis meses eu percebo, é como algumas coisas se tornaram fúteis. Como por exemplo, a busca desenfreada pelo corpo magro, pelo cabelo perfeito ou pela aprovação dos outros. Não sei se é só comigo mas quando vejo a galera suando dentro de uma academia me dá arrepios, sendo que tempos atrás era tudo o que eu queria.
Parecemos as vezes seres robotizados e programados para vivermos num mesmo modelo: trabalhar, estudar, comer fit, ser fitness, tirar selfie na academia, na corrida, na trilha... Eita.. lindo tudo isso, mas até o ponto em que você saiba exatamente "por quê" está fazendo essas coisas.
Estar sempre ocupado é bom até o ponto em que se há um bom propósito nisso. As vezes o lazer é visto como algo que não merecemos ou não deveríamos fazer. Sobre isso já escrevi aqui também, a importância de não se fazer nada. Link aqui.
Por fim, outra coisa que após seis meses percebo em mim, e isso é talvez a mais importante de todas, é o deixar de sentir medo do medo. Quero dizer, deixar de dar confiança pros medos da vida. Ser cautelosa mas encarar os desafios. Coisas que antes me faziam tremer agora eu respiro fundo e ataco. Parece que minha personalidade está se estabelecendo da maneira que sempre lhe foi devida, mas que antes, por tantos medos e inseguranças, era deixada de lado. Os medos existem, mas são inferiorizados.
Acredito que esse é um dos maiores ganhos que se tem quando se faz um intercâmbio ou se vence qualquer barreira na vida que antes parecia intransponível. Você pode! Eu posso!
Deus na frente sempre que os sonhos se tornam reais e os medos se emudecem.
Seis meses depois, eu me sinto nova, apesar de vez ou outra aquela deprê do choque de realidade, da saudade fazer a gente dar aquele suspiro fundo. Mas a gente sabe que agora, empecilho nenhum será capaz de nos limitar. Tudo é combustível pra correr mais longe!
Deixo para meditação Isaías 40, pra lembrar que a gente pode ter nossa força renovada Naquele que tudo pode e voar alto sempre!
byPIU
Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento.Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços certamente cairão;Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.
Isaías 40:28-31
domingo, 18 de dezembro de 2016
Relógio
Então, finalmente é dezembro.
O último mês do ano é sempre um momento de reflexão, ficamos mais sensíveis e, dependendo da situação, otimistas ou pessimistas.
Considero que estamos vivendo tempos difíceis em diversos aspectos e 2016 pode ter sido uma amostra de que na vida, tem que se viver feliz por escolha e não porque as coisas estão do jeito que desejamos.
Eu, particularmente, tenho usado uma técnica mental pra não me sentir tão frustrada. Pensar que os tempos e os anos foram o ser humano quem criou e que pra Deus, o tempo é marcado de forma diferente. Que a virada de 31 de dezembro para 01 de janeiro não marca o inicio de nova etapa, nova chance, etc. É um dia como todos os outros. Não preciso esperar virar o ano para mudar de atitude, para renovar as forças e sonhos, para fazer promessas ou reformular metas.
Essa sensação de frustração, de finalização e de reinício que o fim de ano nos dá, é apenas psicológica, porque chance para mudar nós temos todos os dias, e não tem essa de ano certo para isso ou aquilo acontecer. Porque o relógio celestial não gira como o nosso.
Eu sempre gostei muito dessa época. Sempre ficava muito feliz e não entendia por quê algumas pessoas não gostavam, principalmente as mais adultas que eu, ou mais velhas. Até que, em um ano desses aí, passei por uma grande decepção. Gerei durante um ano inteiro a expectativa de algo que jamais aconteceu. Pelo contrário, deu tudo errado e foi bem doloroso. E eu pensava que dezembro marcaria mudanças. Mas, que nada! O que marcou a mudança foram o passar de meses, de fôlegos, lágrimas, orações.
E no tempo de Deus o milagre que aconteceu foi eu estar curada o suficiente para voltar a sonhar de novo.
E agora, ao fim de mais um ano, os pensamentos de frustração tentam tomar o lugar dos pensamentos de esperança. Uso então a minha técnica, mentalizando que é apenas o calendário ocidental secular que está mudando. Que o calendário de Deus, de alguma forma que não entendo, está seguindo um cronograma oculto aos meus olhos mas que é infalível. Que de alguma maneira ele entende meus sonhos e entende que às vezes se torna difícil esperar e sonhar. Então busco acreditar que, uma hora, nossos calendários vão combinar.
Eu sou eterna. Já existia nos sonhos de Deus antes de nascer. E continuarei existindo ao lado dele depois de morrer. E isso me garante uma expectativa de vida bem maior do que as estatísticas dizem. Então, quem é, diante da eternidade, esse tal calendário Gregoriano? Ele não sabe de nada.
Eu não sei de nada.
Só sei que nunca é tarde para sonhar. Nunca é tarde para tentar fazer diferente, correr atrás de um sonho, mudar maus hábitos e criar bons. Nunca será a hora certa para renovar as forças e buscar a Deus, mas que toda a hora é hora de se posicionar diante dele com fé e lutar pelo que ele tem colocado no meu coração.
Eu não sei como estarei daqui a um ano. Mas eu sei que ainda que meus planos sejam frustrados, nenhum dos planos de Deus pode ser impedido.
O último mês do ano é sempre um momento de reflexão, ficamos mais sensíveis e, dependendo da situação, otimistas ou pessimistas.
Considero que estamos vivendo tempos difíceis em diversos aspectos e 2016 pode ter sido uma amostra de que na vida, tem que se viver feliz por escolha e não porque as coisas estão do jeito que desejamos.
Eu, particularmente, tenho usado uma técnica mental pra não me sentir tão frustrada. Pensar que os tempos e os anos foram o ser humano quem criou e que pra Deus, o tempo é marcado de forma diferente. Que a virada de 31 de dezembro para 01 de janeiro não marca o inicio de nova etapa, nova chance, etc. É um dia como todos os outros. Não preciso esperar virar o ano para mudar de atitude, para renovar as forças e sonhos, para fazer promessas ou reformular metas.
Essa sensação de frustração, de finalização e de reinício que o fim de ano nos dá, é apenas psicológica, porque chance para mudar nós temos todos os dias, e não tem essa de ano certo para isso ou aquilo acontecer. Porque o relógio celestial não gira como o nosso.
E no tempo de Deus o milagre que aconteceu foi eu estar curada o suficiente para voltar a sonhar de novo.
E agora, ao fim de mais um ano, os pensamentos de frustração tentam tomar o lugar dos pensamentos de esperança. Uso então a minha técnica, mentalizando que é apenas o calendário ocidental secular que está mudando. Que o calendário de Deus, de alguma forma que não entendo, está seguindo um cronograma oculto aos meus olhos mas que é infalível. Que de alguma maneira ele entende meus sonhos e entende que às vezes se torna difícil esperar e sonhar. Então busco acreditar que, uma hora, nossos calendários vão combinar.
Eu sou eterna. Já existia nos sonhos de Deus antes de nascer. E continuarei existindo ao lado dele depois de morrer. E isso me garante uma expectativa de vida bem maior do que as estatísticas dizem. Então, quem é, diante da eternidade, esse tal calendário Gregoriano? Ele não sabe de nada.
Eu não sei de nada.
Só sei que nunca é tarde para sonhar. Nunca é tarde para tentar fazer diferente, correr atrás de um sonho, mudar maus hábitos e criar bons. Nunca será a hora certa para renovar as forças e buscar a Deus, mas que toda a hora é hora de se posicionar diante dele com fé e lutar pelo que ele tem colocado no meu coração.
Eu não sei como estarei daqui a um ano. Mas eu sei que ainda que meus planos sejam frustrados, nenhum dos planos de Deus pode ser impedido.
"O vento sopra onde quer, você escuta o seu som, mas não sabe de onde vem, nem para onde vai; assim ocorre com todos os nascidos do Espírito.”
João 3:8.
byPIU
domingo, 13 de novembro de 2016
Pra evitar a fadiga
A vida é constituída, já sabemos, de fases.
Infância, adolescência, juventude e por fim a transição para uma fase mais consolidadamente adulta.
Sobre o amor, uma garota na infância já sonha com o dia em que terá seu primeiro namorado.
Na adolescência, iniciam-se os conflitos, as descobertas e as decepções a respeito do tão almejado primeiro namoro.
Na juventude, o sonho já não é assim tão cor de rosa, mas ainda é bem colorido. Você já tem uma certa noção do que não quer, começa a admirar mais do que a beleza em um rapaz e percebe que talvez seja o momento certo de se comprometer de fato com alguém.
Mas, nem todo mundo vive na vida aquele ciclo que vemos no comercial da margarina. A vida não segue um roteiro, ela simplesmente se dá por vencedora acima do que planejamos, imaginamos ou tentamos.
E então, finalmente você chega à fase adulta e já não tem mais sonhos coloridos. Você simplesmente deseja evitar problemas. Quer fugir de mais desilusões, mais sonhos quebrados, mais dependência emocional.
Você decide que a vida passou e você precisa fazê-la rodar e isso não necessariamente tem a ver com relacionamentos. Você terá que fazer sua roda girar sozinha.
Até que por fim, quando você já aceitou tal condição, o coração, a casa da esperança, retoma seu fôlego e resolve se aventurar nos olhares de alguém de novo. Você sente medo, sente calafrios!
Você se recorda da última vez que se sentiu assim... faz tanto tempo, não é mesmo? E no que deu? Nada. Só mais uma ilusão.
Então, o quê fazer? Continuar fugindo? Continuar fechada na ostra, na bolha da solitude?
Todo mundo precisa de um tempo pra se curar, se reavaliar, se amar de novo e focar em si. Mas até quando evitar a fadiga é de fato o certo a fazer? Talvez o coração, lar das emoções, esteja apenas sinalizando que uma nova fase está a começar. Que você finalmente está pronta e pode recomeçar. Pode tentar outra vez.
A diferença é que os erros e medos antigos não podem dominar mais. Você tem que ter aprendido as lições. Precisa entender que agora é adulta. Que a decepção te fez melhor e a solidão te proporcionou auto conhecimento. E conhecer a si mesmo, apesar de dolorido, é a melhor arma contra quebradas de caras e corações enevoados pelo passado. Pode ser que ainda não seja a hora do "agora vai", mas seja a hora de voltar a acreditar nas possibilidades e sonhar de novo. Sem se iludir com falsas emoções.
Com os pés no chão e o coração nas mãos do Pai.
E a fadiga? Ela faz parte da vida...
byPIU
Infância, adolescência, juventude e por fim a transição para uma fase mais consolidadamente adulta.
Sobre o amor, uma garota na infância já sonha com o dia em que terá seu primeiro namorado.
Na adolescência, iniciam-se os conflitos, as descobertas e as decepções a respeito do tão almejado primeiro namoro.
Na juventude, o sonho já não é assim tão cor de rosa, mas ainda é bem colorido. Você já tem uma certa noção do que não quer, começa a admirar mais do que a beleza em um rapaz e percebe que talvez seja o momento certo de se comprometer de fato com alguém.
Mas, nem todo mundo vive na vida aquele ciclo que vemos no comercial da margarina. A vida não segue um roteiro, ela simplesmente se dá por vencedora acima do que planejamos, imaginamos ou tentamos.
E então, finalmente você chega à fase adulta e já não tem mais sonhos coloridos. Você simplesmente deseja evitar problemas. Quer fugir de mais desilusões, mais sonhos quebrados, mais dependência emocional.
Você decide que a vida passou e você precisa fazê-la rodar e isso não necessariamente tem a ver com relacionamentos. Você terá que fazer sua roda girar sozinha.
Até que por fim, quando você já aceitou tal condição, o coração, a casa da esperança, retoma seu fôlego e resolve se aventurar nos olhares de alguém de novo. Você sente medo, sente calafrios!
Você se recorda da última vez que se sentiu assim... faz tanto tempo, não é mesmo? E no que deu? Nada. Só mais uma ilusão.
Então, o quê fazer? Continuar fugindo? Continuar fechada na ostra, na bolha da solitude?
Todo mundo precisa de um tempo pra se curar, se reavaliar, se amar de novo e focar em si. Mas até quando evitar a fadiga é de fato o certo a fazer? Talvez o coração, lar das emoções, esteja apenas sinalizando que uma nova fase está a começar. Que você finalmente está pronta e pode recomeçar. Pode tentar outra vez.
A diferença é que os erros e medos antigos não podem dominar mais. Você tem que ter aprendido as lições. Precisa entender que agora é adulta. Que a decepção te fez melhor e a solidão te proporcionou auto conhecimento. E conhecer a si mesmo, apesar de dolorido, é a melhor arma contra quebradas de caras e corações enevoados pelo passado. Pode ser que ainda não seja a hora do "agora vai", mas seja a hora de voltar a acreditar nas possibilidades e sonhar de novo. Sem se iludir com falsas emoções.
Com os pés no chão e o coração nas mãos do Pai.
E a fadiga? Ela faz parte da vida...
byPIU
sábado, 13 de agosto de 2016
E essa tal cara metade...
E então, você sonha com o casamento, com o namoro ideal, com o par perfeito, com flores no aniversário, com cartas de amor... Você atravessa fases da vida e por diversos lugares e cantos esbarra com uns, conhece outros e dentre muitos que você jurava ser a pessoa, não permanecem nenhum.
O quê fazer quando se chega numa fase em que os contos de fadas não te encantam mais, em que você sabe que perfeição não existe e o que existe é algo bem longe disso. Você descobre que a vida é dura, que no amor há dor e que pessoas se machucam. O quê pensar quando todas as suas tentativas deram no erro, quando parece que todo o seu melhor já foi entregue e que você talvez não saiba mais como oferecê-lo a ninguém.
E quando a esperança ressurge mas não há chão para plantá-la. Quando surge o brilho nos olhos mas que parecem ser despertados apenas por novas ilusões.
Como lidar com um mundo onde as pessoas se precisam mas não se buscam?
E essa tal cara metade, por onde anda? Será mesmo que existe uma pessoa que vai causar o que chamam de "frio na barriga", "borboletas no estômago"..etc. ?
É, por mais que quebremos a cara, a gente sempre tem esperança e sabe que deve tentar outra vez. Mas essa esperança, ao mesmo tempo que nos mantém, nos faz viajar demais. Talvez o melhor jeito de esperar seja abstraindo a espera. Esquecendo que a falta existe e seguindo adiante pra não se machucar. Mudar o foco.
E quem sabe, um dia, o brilho dos meus olhos encontre o brilho do olhar de outro que esteja esperando também.
Como agir certo? Como fazer dar certo quando o frio na barriga surgir? Como saber que "agora vai" ou, mesmo sem saber, arriscar? Isso parece um dos mistérios mais fabulosos do universo pra mim e eu de fato não sei dizer as respostas.
Só dá pra seguir confiando na lei da semeadura, que diz que quem semeou amor colherá um dia amor de volta pra si.
E a gente ouve tantas opiniões, tantas histórias e a única conclusão que se chega é que a tua história é e sempre será única. Não dá pra copiar nada da vida de outrem. Tem que ser do jeito que deve ser pra você. Tem que se deixar livre, tranquilizar o peito e deixar o coração sonhar sem medo. Tem que olhar pra cima e confiar que Deus ta ouvindo tudo, que ele vê tudo e sabe o que faz.
Houve épocas em que eu achava que a melhor maneira de seguir era me fechando e deixando a esperança de lado. Hoje sei que sem esperança ninguém vive, e que é preciso sim, largar a ansiedade, mas jamais desistir.
E vida que segue...
#byPIU
O quê fazer quando se chega numa fase em que os contos de fadas não te encantam mais, em que você sabe que perfeição não existe e o que existe é algo bem longe disso. Você descobre que a vida é dura, que no amor há dor e que pessoas se machucam. O quê pensar quando todas as suas tentativas deram no erro, quando parece que todo o seu melhor já foi entregue e que você talvez não saiba mais como oferecê-lo a ninguém.
E quando a esperança ressurge mas não há chão para plantá-la. Quando surge o brilho nos olhos mas que parecem ser despertados apenas por novas ilusões.
Como lidar com um mundo onde as pessoas se precisam mas não se buscam?
E essa tal cara metade, por onde anda? Será mesmo que existe uma pessoa que vai causar o que chamam de "frio na barriga", "borboletas no estômago"..etc. ?
É, por mais que quebremos a cara, a gente sempre tem esperança e sabe que deve tentar outra vez. Mas essa esperança, ao mesmo tempo que nos mantém, nos faz viajar demais. Talvez o melhor jeito de esperar seja abstraindo a espera. Esquecendo que a falta existe e seguindo adiante pra não se machucar. Mudar o foco.
E quem sabe, um dia, o brilho dos meus olhos encontre o brilho do olhar de outro que esteja esperando também.
Como agir certo? Como fazer dar certo quando o frio na barriga surgir? Como saber que "agora vai" ou, mesmo sem saber, arriscar? Isso parece um dos mistérios mais fabulosos do universo pra mim e eu de fato não sei dizer as respostas.
Só dá pra seguir confiando na lei da semeadura, que diz que quem semeou amor colherá um dia amor de volta pra si.
E a gente ouve tantas opiniões, tantas histórias e a única conclusão que se chega é que a tua história é e sempre será única. Não dá pra copiar nada da vida de outrem. Tem que ser do jeito que deve ser pra você. Tem que se deixar livre, tranquilizar o peito e deixar o coração sonhar sem medo. Tem que olhar pra cima e confiar que Deus ta ouvindo tudo, que ele vê tudo e sabe o que faz.
Houve épocas em que eu achava que a melhor maneira de seguir era me fechando e deixando a esperança de lado. Hoje sei que sem esperança ninguém vive, e que é preciso sim, largar a ansiedade, mas jamais desistir.
E vida que segue...
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